Gatos pardos

Cartaz Gato Fedorento

Sobre o mais recente burburinho fedorento só me apraz subscrever este texto no Olhar Marciano:

Alvo de ruidosas criticas de “internautas” ligados à extrema direita, e que tinha como alvo o partido mais falado desse mesmo sector político, tornou-se imediatamente motivo de exacerbada felicidade de inúmeros políticos de secretária, e de muitos políticos profissionais. Logo depois quando foi mandado retirar, por falta de licenciamento do mesmo, foi um chorrilho de pessoas a questionarem a Câmara de Lisboa, havendo até quem chamasse a autarquia de xenófoba.

Este é apenas mais um exemplo de como os Portugueses gostam de ser pobres de espírito.

Não basta vestir, é preciso sentir a camisola

Sempre gostei de vestir a camisola dos vários “sítios” por onde passei. Profissionalmente, primeiro na F&B, depois na Neurónio, mais tarde na RCM e agora na Nfive. Sempre tive orgulho em trabalhar nas empresas onde trabalhei, gosto de poder ajudar para lá das minhas funções e preocupo-me com o futuro das mesmas, talvez às vezes o faça demais e isso me leve a chatear com situações com as quais nada tenho a ver. Mas lá vou aprendendo a me despreocupar.

Recentemente o Mário Lopes (cujo blog sigo através do Planeta Asterisco) escreveu um artigo intitulado “6 em 1: As grandes empresas portuguesas“, o objectivo era falar sobre empresas que dignificam mundialmente o nome de Portugal na área das TI. Claro que num artigo deste género é muito fácil esquecer-mo-nos de algumas, e é mais do que provável que nem sequer conheçamos outras. No caso o Mário não conhecia a Nfive e eu senti-me obrigado a defender a minha dama.

Também noutros campos gosto de vestir a camisola, no Rotaract ou na JSD sinto necessidade de defender as cores que represento.

O problema é que nem sempre sentimos a camisola que temos vestida, há alturas em que todos os pontos negativos parecem unir-se à nossa frente e a única coisa que nos apetece é despir essa mesma camisola. Nessas alturas há que procurar os pontos positivos, uni-los e transformá-los na força que nos move.

Outras alturas há em que o emblema não respeita o nosso esforço, não nos valoriza ou simplesmente não nos dá as condições para libertarmos o nosso potencial. Nessas alturas não sei bem o que fazer, mas no dia em que deixar de sentir por completo uma camisola acho que o melhor é procurar outra para vestir.