Mandar uma pela pátria

De vez em quando dou uma vista de olhos pelo Technorati à procura de blogs que falem sobre a JSD e graças a uma campanha lançada pela Distrital de Lisboa obtive resultados diferentes do habitual escárnio e mal dizer.

Eu defendo que quando uma organização toma uma determinada medida esta tem de ter reacções, sejam elas positivas ou negativas, e se no Conselho Distrital de Lisboa as críticas (da suposta oposição) foram meramente de circunstância (ninguém falou nas medidas defendidas), na blogoesfera a reacção foi quase toda em torno da imagem utilizada nesta campanha o que prova duas coisas:

  1. se quisermos chamar à atenção temos de chocar;
  2. mesmo quando conseguimos chamar à atenção as propostas que fazemos são completamente acessórias porque o que interessa ao típico português é criticar de forma gratuita.

Como até aprecio o humor aqui ficam os links para os artigos em causa:

E já agora vou entrar no espírito, esquecendo que a proposta visa a criação de condições que tornem a constituição de família uma coisa possível aos jovens portugueses, e digo:

Mais vale mandar uma pela pátria do que mandar a pátria se foder!

Amizades virtuais

Encontrei isto no blog to Carlos Andrade e dei comigo a escrever o seguinte:
Longe vão os tempos em que conheci muita boa gente no velhinho e abandonado IRC (injustamente chamado de mIRC devido à fama do programa que a maioria usava para aceder) e devo dizer que fiz algumas amizades, a maioria diluiu-se da mesma forma que muitas amizades de escola se diluiram, mas nunca hei-de de esquecer as jantaradas do #Ericeira, o ter ido ao derradeiro concerto dos Silence 4 com pessoas que não conhecia pessoalmente, as conversas pela noite fora no #Tejo e no #chatirces, enfim naquele tempo usava-se a net apenas como um meio de comunicação e de tempos a tempos combinavam-se encontros onde toda a gente se juntava, era como a Banda do Cidadão de há muitos anos.

Hoje em dia não conheço um chat onde seja possível manter uma conversa interessante, tudo o que vejo são Hi5s, MySpaces e outras coisas onde não existem várias pessoas a conversar sobre um dado tema, as “comunidades virtuais” resumem-se a ser montras onde as pessoas se mostram à espera que as contactem, enquanto no IRC alguém podia dizer algo que despertava o interesse de outra pessoa e a partir daí começavam uma conversa em privado hoje tudo se resume a ver umas fotos e se o aspecto agradar manda-se uma mensagem a pedir o endereço de messenger.

Tenho 154 “amigos” no meu Hi5, dos quais perto de metade são pessoas que dificilmente considero amigas, aliás o texto que tenho na secção ” Who I’d Like To Meet” não é de todo falso:

“Ninguem, aliás mais de metade das pessoas que aí estao como minhas amigas não o sao, meros conhecidos, ex-colegas, companheiros de copos ou então nada disso e apenas me apanharam bem disposto quando vi o pedido para os adicionar como amigos e tive pena deles a aceitei.
Se continuas sem acreditar no que escrevo tenta falar comigo: [email protected] Depois não te queixes por teres sido vitima de violentas agressões verbais.”

Esse texto é uma homenagem a todos os que me chamam de anti-social.

Tenho conhecido muita gente na JSD e no Rotaract mas não me peçam para ser amigo de todos, simplesmente não me é possível, se não acho determinada pessoa interessante o máximo que consigo é ser simpático para essa pessoa e é por isso que tenho 154 amigos no Hi5 e também por isso é que apaguei uns 20 contactos do messenger no outro dia depois de meses a fio sem falar com essas pessoas.